top of page

🧠 AUTOSABOTAGEM? Aprenda a driblar os mecanismos da mente que te mantém estagnado

2 de out.
4 min de leitura

Às vezes, o que parece falta de disciplina pode ser apenas o cérebro tentando economizar esforço, buscar recompensa e repetir padrões conhecidos.

Alguns pequenos ajustes embasados em literatura científica podem ajudar.


1. PARADOXO DA ESCOLHA

Muitas opções nem sempre significam mais liberdade.

Em alguns contextos, um excesso de alternativas pode dificultar a decisão e reduzir a motivação

para agir [1]. 

Quando estiver travado:

reduza para duas opções.

A ou B?

Simplificar pode ser o primeiro passo para começar.


2. JUNTE O CHATO AO PRAZEROSO

Tarefas difíceis ficam mais atraentes quando associadas a algo que você gosta.

É a ideia do temptation bundling: combinar uma atividade desejável com outra que você deveria fazer. Em um estudo de campo, combinar audiolivros desejados com exercícios aumentou inicialmente a frequência à academia. [2] 

☕ Café + trabalho difícil.🎧 Podcast + caminhada.🎵 Música + organização.

Facilite o começo.


3. SUA EXPECTATIVA MUDA SUA EXPERIÊNCIA

O cérebro utiliza expectativas anteriores para orientar a atenção e interpretar aquilo que percebe. [3] 

Se você chega pensando:

"Vai ser um saco."

pode acabar prestando mais atenção justamente ao que confirma essa expectativa.

Não significa pensar positivo o tempo inteiro.

Significa lembrar:

sua expectativa influencia sua experiência — mas não controla a realidade.


4. NÃO ACREDITE NA REGRA DOS 90 SEGUNDOS

A ideia de que toda emoção negativa dura apenas 90 segundos não é sustentada pela evidência científica.

A duração das emoções varia bastante e pode ser influenciada pela intensidade, pela importância do acontecimento e pela forma como continuamos pensando sobre ele. [4,5] 

Então, quando uma emoção aparecer:

pare. Respire. Observe.

E tente não transformar alguns segundos de emoção em horas de ruminação.


5. O FINAL TAMBÉM CONTA

Nossa avaliação retrospectiva de uma experiência pode ser influenciada de maneira importante por momentos de maior intensidade e pelo final — o chamado peak-end rule. [6] 

Por isso, experimente terminar o dia reconhecendo uma pequena vitória.

Pode ser:

"Hoje eu fiz o que precisava fazer."

Ou simplesmente:

"Hoje eu não desisti."

Termine reconhecendo o que deu certo.


6. DÊ NOME AO QUE VOCÊ SENTE

Em vez de:

"Eu sou ansioso."

experimente:

"Estou sentindo ansiedade."

Colocar sentimentos em palavras — chamado affect labeling — foi associado a menor atividade da amígdala diante de estímulos emocionais negativos em um estudo de neuroimagem. [7] 

E se chamar a ansiedade de "Carlinhos" ajudar você a criar alguma distância, tudo bem.

Nomear pode ser melhor do que ser dominado pela sensação.


7. COLOQUE NOVIDADE NA ROTINA

A novidade e a surpresa desempenham papel importante nos sistemas de memória e na forma como novas experiências são registradas. [8] 

Quer quebrar a sensação de que todos os dias estão iguais?

Mude alguma coisa:

🚶 outro caminho.☕ outro café.📚 um assunto novo.🌎 uma experiência diferente.

Você não está aumentando o número de horas do dia.

Está criando novas experiências para lembrar.

8. USE A MÚSICA A SEU FAVOR


A música não é apenas entretenimento.

Estudos mostram efeitos sobre respostas relacionadas ao estresse e evidências de benefícios em determinados contextos de ansiedade e dor. [9,10] 

Então experimente:

🎧 uma música para começar.🎧 outra para concentrar.🎧 outra para relaxar.

E aquela música que sempre melhora seu humor?

Talvez ela tenha mais efeito sobre você do que você imagina.


9. NÃO RESPONDA "SIM" AUTOMATICAMENTE

Nem todo pedido precisa de uma resposta imediata.

Estados emocionais intensos podem estar associados à maior impulsividade e a decisões mais arriscadas. [11] 

Quando alguém pedir algo, experimente:

"Vou pensar e te respondo."

Esse pequeno intervalo pode ajudá-lo a responder por escolha — e não apenas por impulso.

Seu tempo também merece uma decisão consciente.



O VERDADEIRO TRUQUE

Você não precisa lutar contra o seu cérebro.

Precisa aprender a trabalhar com ele.

Menos fricção. Mais consciência. Mais intenção.

Porque pequenas mudanças na forma como você decide, sente e age podem mudar a forma como você vive.

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

1. Iyengar SS, Lepper MR. When choice is demotivating: Can one desire too much of a good thing? Journal of Personality and Social Psychology. 2000;79(6):995–1006. doi: 10.1037/0022-3514.79.6.995.

2. Milkman KL, Minson JA, Volpp KGM. Holding the Hunger Games hostage at the gym: An evaluation of temptation bundling. Management Science. 2014;60(2):283–299. doi: 10.1287/mnsc.2013.1784.

3. Summerfield C, Egner T. Expectation (and attention) in visual cognition. Trends in Cognitive Sciences. 2009;13(9):403–409. doi: 10.1016/j.tics.2009.06.003.

4. Verduyn P, Delvaux E, Van Coillie H, Tuerlinckx F, Van Mechelen I. Predicting the duration of emotional experience: Two experience sampling studies. Emotion. 2009;9(1):83–91. doi: 10.1037/a0014610.

5. Verduyn P, Van Mechelen I, Tuerlinckx F. The relation between event processing and the duration of emotional experience. Emotion. 2011;11(1):20–28. doi: 10.1037/a0021239.

6. Miron-Shatz T. Evaluating multiepisode events: Boundary conditions for the peak-end rule. Emotion. 2009;9(2):206–213. doi: 10.1037/a0015295.

7. Lieberman MD, Eisenberger NI, Crockett MJ, Tom SM, Pfeifer JH, Way BM. Putting feelings into words: Affect labeling disrupts amygdala activity in response to affective stimuli. Psychological Science. 2007;18(5):421–428. doi: 10.1111/j.1467-9280.2007.01916.x.

8. Fernández G, Morris RGM. Memory, novelty and prior knowledge. Trends in Neurosciences. 2018;41(10):654–659. doi: 10.1016/j.tins.2018.08.006.

9. Finn S, Fancourt D. The biological impact of listening to music in clinical and nonclinical settings: A systematic review. Progress in Brain Research. 2018;237:173–200. doi: 10.1016/bs.pbr.2018.03.007.

10. Nilsson U. The anxiety- and pain-reducing effects of music interventions: A systematic review. AORN Journal. 2008;87(4):780–807. doi: 10.1016/j.aorn.2007.09.013.

11. Elliott MV, Johnson SL, Pearlstein JG, Muñoz Lopez DE, Keren H. Emotion-related impulsivity and risky decision-making: A systematic review and meta-regression. Clinical Psychology Review. 2023;100:102232. doi: 10.1016/j.cpr.2022.102232.

 
 
 

Comentários


CONTATO

  • Facebook
  • YouTube
  • Pinterest
  • Instagram

Av. Presidente Arthur Bernardes, 547  - 549 

 

Rudge Ramos - São Bernardo do Campo - SP  CEP : 09618-000 

​

(ou apenas digite: AV Corporate Odontologia em seu GPS) 

(11) 4366-1666 / 4368-7496  /  4365-1421

(11) 96649-5392

Whats

Seu e-mail foi enviado com sucesso

© AV Corporate Clínica Odontológica Direitos Reservados / Responsável Técnico : Dr. Alexandre de Lima Alves -  CROSP 96.154

bottom of page